
ESPINHO E FLOR
Um sentimento vem se debruçar
nos horizontes feitos parapeito
dessa janela que dá para dentro
da casa imensa deste meu vazio.
nos horizontes feitos parapeito
dessa janela que dá para dentro
da casa imensa deste meu vazio.
É a saudade. Ausência suspensa
caricaturando a minha cicatriz,
na lousa de areia da praia perdida
que margeia a sombra em que cultivo sonhos.
caricaturando a minha cicatriz,
na lousa de areia da praia perdida
que margeia a sombra em que cultivo sonhos.
Minha saudade é espinho e flor.
Ferindo a brisa. Perfumando a dor.
Ferindo a brisa. Perfumando a dor.
Tão levemente que sequer adeja,
e por ausente faz-se tão presente
no peito vago que em pressentimento
segue sentindo-a sem saber que a sente.
e por ausente faz-se tão presente
no peito vago que em pressentimento
segue sentindo-a sem saber que a sente.
texto de Joel Pozzobom - Jfs.
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