
QUEM JO EL ? ...
- Não sei. Pois a resposta brinca de esconder-se nos pouco explorados quintais da indagação, e quando acho-a, decifro apenas o silêncio.
- Sobra então em minhas mãos um signo, morto, desprovido das sempre constantes e juvenis lições guardadas pelo símbolo.
- Quando me perguntam como me chamo, costumo responder que não me chamo... São os outros que me chamam. Nunca carreguei a responsabilidade do nome. Apenas o herdei de ninguém. Uma reles marca. Ainda que, chamado, exerça o hábito de atender.
- Não sei sequer o quê sou. Como então definir quem sou?...
- Porém as vezes abre-se diante de mim o sorriso de uma pedra florida cujo texto se dissolve. Se move e modifica-se de acordo com os sentimentos de quem a lê. Nessa estela, talvez, o meu nome conste e, por movente, possa ser decifrado. E assim, ser abrigado e adormecer no escaninho dos meus achados... ...para, adormecido, ser novamente buscado, manifestando assim o eterno cumprimento do ciclo das indefinições.
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