
PAISAGEM DE ABRIL
( monumento à preguiça )
No horizonte do sossego
um velho ingazeiro seco
emaranha-se no céu
rasgando as nuvens do Abril.
Como que me ascendendo
aos suspensos tons de anil
onde acasos confabulam
nos galhos das chances raras.
Debaixo da imensa árvore
frondosa, dos sonhos meus,
sopra um sonho que me acorda.
É a aragem, enciumada,
buscando-me sorrateira
das esteiras do cochilo.
E na cruz do meu espasmo
o meu bocejo reage.
poema de Joel, com pinceladas de Monet/Luciana.
Bom dia amigo!
ResponderExcluirQue belo poema, excelente. Como sempre nos encantando com seu talento. E com "pinceladas " de Luciana (Demais) !
Abraços
Obrigado Edna. Pelos comentários sempre gentis.
ResponderExcluirAbraço.