
O CASEIRO
Me foi concedida esta casinha nos vales de Deus, e deste então aqui resido!...
Chamando as manhãs ao bocejo dos dias!...
Sorvendo suas gotas de orvalho dormente!...
Ornando suas flores com sobras de brisas!...
Forjando no tempo suas tardes vindouras!...
Guardando nos olhos seus idos crepúsculos!...
Tudo feito, carrego para dentro da noite já dentro de mim, num gesto de palha, a última divina tarefa do dia!... sondar as estrelas nos campos do sono!...
Vez ou outra me é dado entrever suas festas de luz!... mas estranhamente os convivas são poucos!... e, dentre eles, encravada no abismo, uma estrela em formação cintila e oscila entre eu percebê-la e não.
texto de Joel Pozzobom.
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