
A DOR DAS COISAS QUE NÃO EXISTEM
Há coisas que não existem.
Pairam sem meios de vir
como se, nuas, vestissem
vagamente o existir.
Pairam sem meios de vir
como se, nuas, vestissem
vagamente o existir.
Sempre além de novas portas,
inalcançáveis que são
à nossa última mão.
Fragrância das flores mortas
inalcançáveis que são
à nossa última mão.
Fragrância das flores mortas
que em jardins suspensos floram
enraizadas nas fendas
das nuvens sombreando lendas
que por sombreadas descoram.
enraizadas nas fendas
das nuvens sombreando lendas
que por sombreadas descoram.
Mas como na dor insistem,
( e a própria dor devoram )
as coisas que não existem.
( e a própria dor devoram )
as coisas que não existem.
Joel Pozzobom.
Linda poesia, beijos com amor...
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