29 de junho de 2011

A dor das coisas que não existem




A DOR DAS COISAS QUE NÃO EXISTEM

coisas que não existem.
Pairam sem meios de vir
como se, nuas, vestissem
vagamente o existir.

Sempre além de novas portas,
inalcançáveis que são
à nossa última mão.
Fragrância das flores mortas

que em jardins suspensos floram
enraizadas nas fendas
das nuvens sombreando lendas
que por sombreadas descoram.

Mas como na dor insistem,
( e a própria dor devoram )
as coisas que não existem.

Joel Pozzobom.

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